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Fluminense Poupa Titulares, Perde o Clássico e Mira o Palmeiras

Quem esperava um duelo à altura da disputa entre primeiro e terceiro colocados do Brasileirão saiu frustrado do Maracanã. O Flamengo bateu o Fluminense por 1 a 0, no último domingo, num clássico carioca que, para o lado tricolor, já nasceu com a cabeça voltada para outro compromisso: a decisão da semifinal da Conmebol Libertadores contra o Palmeiras, marcada para a próxima quarta-feira.

Escalação denuncia a prioridade

A decisão da comissão comandada por Marcão ficou evidente antes mesmo da bola rolar. Do time que vinha sendo escalado nas últimas rodadas, apenas cinco jogadores foram mantidos em campo. O Fluminense entrou com Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Millán e Arana; Martinelli, Nonato e Lucho Acosta; Canobbio, Soteldo e Castillo - um recorte que deixou peças importantes de molho, poupadas para o duelo de meio de semana.

Ainda assim, mesmo com um time de pouco entrosamento, o Fluminense não entrou para fazer figuração. Competiu de igual para igual com o líder do campeonato, que, vale lembrar, mandou a campo força máxima diante do risco de perder a ponta da tabela.

Um jogo truncado, decidido nos detalhes

A primeira etapa teve pouco de espetáculo. Os dois times, com características semelhantes de posse de bola e construção via troca de passes, esbarraram na dificuldade de criar chances claras. O Fluminense priorizou a organização defensiva, e o roteiro só não ficou mais preocupante para o torcedor tricolor por conta de Fábio, autor de pelo menos quatro defesas decisivas no primeiro tempo.

Do lado ofensivo, o nome mais ativo do Fluminense foi, surpreendentemente, um volante: Martinelli finalizou três vezes ao gol e quase abriu o placar na etapa final, exigindo grande intervenção de Rossi. O segundo tempo trouxe mais controle de jogo, mas as substituições, mescladas entre titulares e reservas, não foram suficientes para mudar o resultado - um recorte que sugere que talvez o momento ideal para mexer no time fosse antes da bola rolar, não depois.

Gol, reclamações e a igualdade nos números

O gol que decidiu a partida saiu aos 19 minutos do segundo tempo. Em cruzamento aéreo, Arana, que teve dificuldades ao longo do jogo, não conseguiu afastar o perigo, e Carrascal aproveitou para finalizar e vencer Fábio. A derrota, no entanto, não pode ser debitada apenas na conta do lateral: Castillo desperdiçou chance clara de empatar, e Serna, já no fim, chutou fraco em situação favorável diante de Rossi.

Após a partida, o Fluminense reclamou da arbitragem, defendendo que a não expulsão de Pulgar foi determinante para o rumo do confronto - queixa reforçada pelo treinador Marcão e pelo atacante Savarino. Os números da partida reforçam a paridade em campo: o Fluminense teve 53% de posse de bola contra 47% do Flamengo, enquanto nas finalizações o time da Gávea levou vantagem, com 17 contra 12 dos visitantes.

Olhos na Libertadores

Resolvido o capítulo do clássico, a atenção do Fluminense se volta inteiramente para a Conmebol Libertadores. A partida contra o Palmeiras, na próxima quarta-feira, pode encaminhar a terceira final da história do clube no torneio continental. Se a classificação vier, a derrota no Maracanã tende a ser lembrada apenas como um detalhe de bastidor - o preço de uma escolha estratégica feita a sete dias de uma decisão que pesa muito mais na temporada tricolor.